sábado, março 31, 2012

Gomásio

De volta :)
Este mês foi para esquecer e os próximos que se avizinham não prometem ser melhores. Descobri que sou como a formiga. Quando começa o calor tenho imenso trabalho e a partir de Setembro fica tudo muito, mas mesmo muito mais calmo. Porém a sazonalidade, os fins-de-semana e noites a trabalhar são compensadas pelo facto de estar a fazer um trabalho que adoro. 
Para o regresso resolvi começar com uma receita muito simples, mas que dá um grande sabor ao prato. Chama-se Gomásio e é um condimento. Por norma os condimentos intensificam os sabores e devem ser consumidos em pequenas quantidades (menos que 1 colher de sopa por refeição). O Gomásio poderá ser colocado no arroz integral ou em saladas. 





Ingredientes:
16 colheres de sopa de sementes de girassol
4 colheres de sopa de sementes de papoila
1 colher de sopa de sal


Lavam-se as sementes de girassol com água a correr.
Numa frigideira colocam-se as sementes até torrar (até ficarem maiores e com cheiro a tostado).
Reserva-se.
Repetem-se os mesmos procedimentos com as sementes de papoila.
Reserva-se.
Na frigideira coloca-se o sal e vai ao lume para torrar um pouco.
Juntam-se todos os ingredientes e coloca-se uma parte num almofariz para esmagar (a ideia é só triturar levemente e não transformar em pó).  Repete-se este passo até todas as sementes estarem trituradas.

Nota: 
Podem ser utilizadas outro tipo de sementes como de sésamo, de abóbora... :)
Quando se tostam as sementes o lume deve estar baixo para não as queimar  e deve-se estar sempre a mexer para haver uma melhor distribuição de calor .
Se o sal for muito grosso, deve-se triturar um pouco antes de misturar as sementes.


Esta receita foi retirada do livro "Cozinhar com a Natália" de Natália Rodrigues.

domingo, fevereiro 12, 2012

Pão com maçã e nozes

Este pão é maravilhoso com chá ou com um café quentinho. Um consolo quente nos dias frios cheios de sol.




Ingredientes:
750 g de maçãs
100 g de açúcar
150 g de passas
500 g de farinha T65*
1 e 1/2 colher de sopa de fermento
1 colher de sopa de cacau em pó*
1 colher de chá de canela
200 g de nozes inteiras


Corta-se as maçãs em pedaços pequenos, retirando os talos e as sementes.
Numa taça grande mistura-se o açúcar, as passas, a farinha, o fermento, o cacau e a canela.
Junta-se as maçãs e as nozes.
Amassa-se muito bem até se obter uma mistura homogénea. 
Coloca-se a massa numa forma inglês (30x12x10 cm) untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus* durante 60 minutos. Deixa-se arrefecer durante 15 minutos na forma. 
Desenforma-se e coloca-se numa rede até arrefecer completamente para se poder cortar (é claro que este passo apesar de ser muito importante nunca é cumprido cá em casa).


thermomix/bimby
Coloca-se a maçã (sem o talo e as sementes), no copo, e pica-se 5 seg/vel 5. Reserva-se.
No copo junta-se o açúcar, as passas, a farinha, o fermento, o cacau e a canela. Mistura-se 10 seg/vel 3.
Adiciona-se as maçãs e as nozes e envolve-se com a espátula.
Amassa-se 3 min/vel espiga.
Coloca-se a massa numa forma inglês (30x12x10 cm) untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus* durante 60 minutos. Deixa-se arrefecer durante 15 minutos na forma. 
Desenforma-se e coloca-se numa rede até arrefecer completamente para se poder cortar (é claro que este passo apesar de ser muito importante nunca é cumprido cá em casa).


Esta receita foi retirada do livro "Bimby - receitas com história".


* Na receita original não tinha a referência do tipo de farinha e optei por usar farinha T65.
Não tinha cacau e substitui por Nesquick.
Quando fiz este pão em casa não tinha a referência da temperatura, pré-aqueci o forno a 150 graus. O pão ficou como aquelas broas grandes que parecem que não estão bem cozidas, mas eu gostei à mesma :)

domingo, fevereiro 05, 2012

Tarte de salmão fumado e cogumelos

Estava com saudades de salmão fumado e de fazer tartes. Assim, juntei os dois e matei duas saudades de uma só vez. (Esta era uma receita prometida de 2011)




Ingredientes:
massa:
200 g de farinha
90 g de margarina
45 g de água
1/2 colher de chá sal
1/2 colher de chá de açúcar
recheio:
150 g de queijo flamengo
300 g de cogumelos frescos
100 g de salmão fumado
300 g de leite
30 g de farinha
40 g de margarina
sal q.b.
pimenta moída na hora q.b.
3 ovos


Numa taça colocam-se todos os ingredientes da massa e amassa-se com as mãos até se obter uma mistura homogênea. 
Envolve-se a massa em película aderente e vai ao frigorífico durante 1 hora.
Lavam-se os cogumelos.
Cortam-se o queijo, os cogumelos e o salmão fumado em quadrados pequenos.
Numa panela coloca-se o leite, a farinha, a margarina, o sal e a pimenta.
Vai ao lume brando, mexendo até levantar fervura. Retira-se do lume.
Adiciona-se o queijo, os cogumelos e o salmão reservados e envolve-se.
Juntam-se os ovos, batidos levemente, e mexe-se de forma a obter uma mistura homogénea.
Deita-se este preparado sobre a massa e vai ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 25 minutos


thermomix/bimby
Coloca-se no copo todos os ingredientes da massa.
Programa-se 15 seg/vel 6.
Estende-se a massa com a ajuda de um rolo e coloca-se numa tarteira.
Lavam-se os cogumelos.
No copo, tritura-se o queijo com uns golpes de Turbo. Reserva-se.
Repete-se este procedimento com os cogumelos e com o salmão fumado. Reserva-se.
Coloca-se no copo o leite, a farinha, a margarina, o sal e a pimenta e programa-se 6 min/90º/vel 4.
Adiciona-se o queijo, os cogumelos e o salmão reservados. Envolve-se com a espátula.
Juntam-se os ovos e programa-se 6 seg/vel 5.
Deita-se este preparado sobre a massa e vai ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 25 minutos.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Camarões com crosta de caju e manjericão

A ideia de camarões com crosta de caju e manjericão já me tinha surgido há alguma semanas. O que me estava a atormentar era o acompanhamento. Assim surgiu a maçã caramelizada e a rúcula. Quando tirei a fotografia em casa não tinha rúcula, mas acompanhei com alface.



Ingredientes:
400 g de miolo de camarão congelado *
200 g de caju tostado com sal
7 folhas de manjericão fresco
40 g de óleo de girassol
1 laranja
3 maçãs
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
pimenta q.b. moída na hora
sal q.b.
rúcula q.b.

Num tacho coloca-se água. Quando estiver a ferver, adicionam-se os camarões congelados. 
Retiram-se os camarões, após 2 minutos, e passam-se por água fria. 
Deixam-se arrefecer e temperam-se com a pimenta e o sumo de laranja espremido à mão. Reserva-se durante 4 horas (quanto mais tempo se esperar mais os camarões ficam com sabor da laranja).
Picam-se as folhas de manjericão.
Num almofariz partem-se os cajus, com o manjericão, de forma grosseira. Adiciona-se o óleo de girassol e mistura-se.
Cortam-se as maçãs, com casca, em quadrados muito pequeninos.
Numa frigideira juntam-se as maçãs, o açúcar e a manteiga e vai a lume brando até ficarem moles, mas sem ficarem esmagadas.
Num tabuleiro, forrado com papel vegetal ou  tapete de silicone, colocam-se os camarões. 
Cobre-se, por cima,  os camarões com a pasta de caju e manjericão.
Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus, até a mistura de caju ficar tostada.
Tempera-se a rúcula e coloca-se num prato. Por cima, adiciona-se a maçã quente e o camarão. 


thermomix/bimby
Num tacho coloca-se água. Quando estiver a ferver, adicionam-se os camarões congelados. 
Retiram-se os camarões, após 2 minutos, e passam-se por água fria. 
Deixam-se arrefecer e temperam-se com a pimenta e o sumo de laranja espremido à mão. Reserva-se durante 4 horas (quanto mais tempo se esperar mais os camarões ficam com sabor da laranja).
No copo, colocam-se os cajus, as folhas de manjericão e o óleo de girassol. Tritura-se 5 seg/vel 5.
Cortam-se as maçãs, com casca, em quadrados muito pequeninos.
Numa frigideira juntam-se as maçãs, o açúcar e a manteiga e vai a lume brando até ficarem moles, mas sem ficarem esmagadas.
Num tabuleiro, forrado com papel vegetal ou  tapete de silicone, colocam-se os camarões. 
Cobre-se, por cima,  os camarões com a pasta de caju e manjericão.
Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus, até a mistura de caju ficar tostada.
Tempera-se a rúcula e coloca-se num prato. Por cima, adiciona-se a maçã quente e o camarão. 


* Convém ser camarão médio, pois depois de cozer vai ao forno. Se se utilizar camarão pequeno fica seco.

Nota: 
Se não encontrarem caju tostado com sal, podem tostar o caju numa frigideira em lume brando e adicionar sal fino. Recomendo esmagar os cajus num almofariz e não numa picadora (1,2,3), pois a ideia é não transformar os cajus em farinha.
No tabuleiro vão ficar vários pedaços de caju. Aproveitem para polvilhar por cima dos camarões, quando servirem.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Um grão de areia

Esta receita já está prometida desde Dezembro, mas ainda não tinha tido tempo para a escrever. Não é uma receita complexa nem original, mas sim uma receita cheia de recordações. Quando era nova, a minha avó e tia faziam Areias e eu adorava. Com esta receita viajo até à minha infância :)


Ingredientes:
300 g de farinha
100 g de açúcar
200 g de manteiga sem sal
1 pitada de sal
açúcar para envolver (eu não utilizei)

Junta-se a farinha, açúcar, a manteiga partida em pedaços e uma pitada de sal numa taça.
Amassa-se tudo até obter-se uma massa homogénea.
Enrola-se a massa em papel aderente e vai ao frigorífico durante 30 minutos.
Faz-se pequenas bolas e colocam-se num tabuleiro para ir ao forno forrado com papel vegetal ou com um tapete de silicone.
Vai ao forno, pré-aquecido a 180 graus, durante 15 minutos ou quando estiverem bem douradas.
Retiram-se do forno e envolvem-se em açúcar (eu não fiz este passo... mas experimentem  açúcar com especiarias para dar um toque especial às bolachas).

thermomix/bimby
Colocam-se todos os ingredientes no copo e programa-se 30 seg/vel 6.
Faz-se pequenas bolas e colocam-se num tabuleiro para ir ao forno forrado com papel vegetal ou com um tapete de silicone.
Vai ao forno, pré-aquecido a 180 graus, durante 15 minutos ou quando estiverem bem douradas.
Retiram-se do forno e envolvem-se em açúcar (eu não fiz este passo... mas experimentem  açúcar com especiarias para dar um toque especial às bolachas).

Esta receita foi retirada do livro da Vorwerk " Base - Bimby as receitas essenciais".

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Crumble de maçã, sementes e pimenta

Quando há dias que não correm tão bem, nada como chegar a casa e fazer um crumble. Assim nasceu esta receita.




Ingredientes:
200 g de farinha
100 g de margarina amolecida
100 g de açúcar
6 maçãs 
1 pêra
limão
sementes de papoila
sementes de girassol
pimenta moída na hora*
canela moída
noz moscada moída


Numa taça juntam-se a farinha, a margarina amolecida e o açúcar. 
Amassa-se com um garfo de forma a ficar com aspecto de migalhas.
Descascam-se as maçãs e a pêra.
Rega-se com limão, para não oxidar.
Adiciona-se a canela e a noz-moscada moída.
Com a varinha mágica, transforma-se a fruta num misto de puré com alguns pedaços soltos. Se necessário, adiciona-se um pouco de água para a varinha conseguir desfazer a fruta.
Deita-se o puré num pirex e polvilha-se com as sementes de girassol e de papoila.
Adiciona-se a pimenta moída na hora.
Cobre-se com a massa sem calcar.
Vai ao forno, pré-aquecido a 180 graus, até ficar dourado.


Pode-se comer quente com uma bola de gelado. Como não tinha gelado comi só o crumble e soube muito bem.


thermomix/bimby
Coloca-se no copo a farinha, a margarina amolecida e o açúcar.
Amassa-se 30 seg/vel 4. Retira-se e reserva-se.
Descascam-se as maçãs e a pêra. 
Rega-se com limão, para não oxidar.
Coloca-se a fruta no copo e adiciona-se a canela e a noz-moscada moída. 
Pica-se 10 seg/vel 5.
Deita-se o puré num pirex e polvilha-se com as sementes de girassol e de papoila.
Adiciona-se a pimenta moída na hora.
Cobre-se com a massa sem calcar.
Vai ao forno, pré-aquecido a 180 graus, até ficar dourado.

Pode-se comer quente com uma bola de gelado. Como não tinha gelado comi só o crumble e soube muito bem.

* usei uma mistura de pimentas (preta, verde, rosa, da jamaica)


A receita de base foi retirada do livro da Vorwerk " Base - Bimby as receitas essenciais".

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Um amor e Trufas Picantes

Sempre vivemos separados durante a semana. O nosso amor preenchia-se em dois dias. No início era mais difícil. Segunda-feira e a despedida eram um tormento. Mas com o passar dos anos foi-se tornando mais fácil... mais tranquilo. O que importava era aproveitar ao máximo o fim-de-semana. Não existia mais nada naqueles dois dias... só nós os dois. Segunda-feira era só um dia e quanto mais cedo se passasse, mais cedo chegava sexta. Era à sexta que nos juntávamos. 


No Verão íamos para o alpendre acabar o nosso jantar com umas trufas picantes e um copo de vinho tinto. Levávamos 5 trufas num prato e a última era partilhada pelos dois. Ele trincava a trufa de forma a quebrar a capa dura, percorria a ganache com os dentes e dividida-a. Com um beijo ia buscar a minha metade e assim ficávamos juntos  toda a noite. Quando chegava o frio, mudávamos o nosso ritual para frente da lareira. O crepitar, o calor da lareira, o vinho e o chocolate picante aquecia-nos a alma e o corpo. Por vezes ficávamos calados a apreciar o calor. Ele pegava em mim e íamos para o quarto para nos reencontrarmos. Só acordávamos sábado à tarde de um sono repousado de tudo o que não descansámos durante a semana.

Os preparativos do reencontro começavam na quinta. Quando chegava a casa começava a preparar a ganache das trufas. Ia à caixa com as fichas de receitas. Encontrava logo a das trufas, pois era a que estava mais suja.  



Ingredientes:
125 g de natas
600 g de chocolate de culinária
1 colher de chá de piri-piri
2 colheres de chá de baunilha
cacau em pó

Ferve-se as natas com o piri-piri e a baunilha. 
Retira-se do fogão e adiciona-se 300 g de chocolate cortado aos pedaços. 
Mistura-se até o chocolate estar derretido. Vai ao frigorífico.
Retirar do frio, quando o recheio tiver consistente, para fazer bolas.
Depois de fazer as bolas, faz-se a têmpera do restante chocolate (derreter a 45 graus e depois arrefecer a 32 graus numa bancada com a ajuda de espátulas) . 
Cobrir as bolas com o chocolate derretido e com ajuda de um garfo, retirar o excesso da cobertura (bater o garfo no recipiente de forma a escorrer o excesso de chocolate). 
Por fim, envolver a bola em cacau em pó num tabuleiro.
Esperar um pouco para a cobertura enrijecer e estão prontos a comer.



Apesar de já saber a receita de cor gostava de a ter sempre  ao meu lado, pois foi ele que a escreveu enquanto eu a cozinhava pela primeira vez. Fazíamos muito esse ritual. Eu inventava novos pratos e ele, sentado na cozinha, ia escrevendo a receita. Para me lembrar do seu beijo provava sempre a ganache. A combinação de piri-piri e de chocolate faziam-me sempre recuar ao fim-de-semana passado. 

E assim se passaram os anos. Cada um tinha o seu trabalho. Parece estranho, mas nunca quisemos alterar a nossa rotina. Cada um amava o seu trabalho e não o queria abandonar. No fim-de-semana vivíamos um para o outro. Não havia mais nada nem ninguém que nos pudesse separar. 
Agora continuo o ritual das trufas picantes. Em frente à lareira relembro os momentos que passámos juntos e corto sempre a última trufa a meio. O doce e picante fazem-me relembrar o seu beijo doce e dá-me forças para continuar sabendo que um dia voltarei a estar ao seu lado.


Com esta receita participo no desafio Chocolate e Picante: Um desafio de receitas com histórias dentro.