quarta-feira, dezembro 14, 2011

Crumble de maçã, sementes e pimenta

Quando há dias que não correm tão bem, nada como chegar a casa e fazer um crumble. Assim nasceu esta receita.




Ingredientes:
200 g de farinha
100 g de margarina amolecida
100 g de açúcar
6 maçãs 
1 pêra
limão
sementes de papoila
sementes de girassol
pimenta moída na hora*
canela moída
noz moscada moída


Numa taça juntam-se a farinha, a margarina amolecida e o açúcar. 
Amassa-se com um garfo de forma a ficar com aspecto de migalhas.
Descascam-se as maçãs e a pêra.
Rega-se com limão, para não oxidar.
Adiciona-se a canela e a noz-moscada moída.
Com a varinha mágica, transforma-se a fruta num misto de puré com alguns pedaços soltos. Se necessário, adiciona-se um pouco de água para a varinha conseguir desfazer a fruta.
Deita-se o puré num pirex e polvilha-se com as sementes de girassol e de papoila.
Adiciona-se a pimenta moída na hora.
Cobre-se com a massa sem calcar.
Vai ao forno, pré-aquecido a 180 graus, até ficar dourado.


Pode-se comer quente com uma bola de gelado. Como não tinha gelado comi só o crumble e soube muito bem.


thermomix/bimby
Coloca-se no copo a farinha, a margarina amolecida e o açúcar.
Amassa-se 30 seg/vel 4. Retira-se e reserva-se.
Descascam-se as maçãs e a pêra
Rega-se com limão, para não oxidar.
Coloca-se a fruta no copo e adiciona-se a canela e a noz-moscada moída. 
Pica-se 10 seg/vel 5.
Deita-se o puré num pirex e polvilha-se com as sementes de girassol e de papoila.
Adiciona-se a pimenta moída na hora.
Cobre-se com a massa sem calcar.
Vai ao forno, pré-aquecido a 180 graus, até ficar dourado.

Pode-se comer quente com uma bola de gelado. Como não tinha gelado comi só o crumble e soube muito bem.

* usei uma mistura de pimentas (preta, verde, rosa, da jamaica)


A receita de base foi retirada do livro da Vorwerk " Base - Bimby as receitas essenciais".

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Um amor e Trufas Picantes

Sempre vivemos separados durante a semana. O nosso amor preenchia-se em dois dias. No início era mais difícil. Segunda-feira e a despedida eram um tormento. Mas com o passar dos anos foi-se tornando mais fácil... mais tranquilo. O que importava era aproveitar ao máximo o fim-de-semana. Não existia mais nada naqueles dois dias... só nós os dois. Segunda-feira era só um dia e quanto mais cedo se passasse, mais cedo chegava sexta. Era à sexta que nos juntávamos. 


No Verão íamos para o alpendre acabar o nosso jantar com umas trufas picantes e um copo de vinho tinto. Levávamos 5 trufas num prato e a última era partilhada pelos dois. Ele trincava a trufa de forma a quebrar a capa dura, percorria a ganache com os dentes e dividida-a. Com um beijo ia buscar a minha metade e assim ficávamos juntos  toda a noite. Quando chegava o frio, mudávamos o nosso ritual para frente da lareira. O crepitar, o calor da lareira, o vinho e o chocolate picante aquecia-nos a alma e o corpo. Por vezes ficávamos calados a apreciar o calor. Ele pegava em mim e íamos para o quarto para nos reencontrarmos. Só acordávamos sábado à tarde de um sono repousado de tudo o que não descansámos durante a semana.

Os preparativos do reencontro começavam na quinta. Quando chegava a casa começava a preparar a ganache das trufas. Ia à caixa com as fichas de receitas. Encontrava logo a das trufas, pois era a que estava mais suja.  



Ingredientes:
125 g de natas
600 g de chocolate de culinária
1 colher de chá de piri-piri
2 colheres de chá de baunilha
cacau em pó

Ferve-se as natas com o piri-piri e a baunilha. 
Retira-se do fogão e adiciona-se 300 g de chocolate cortado aos pedaços. 
Mistura-se até o chocolate estar derretido. Vai ao frigorífico.
Retirar do frio, quando o recheio tiver consistente, para fazer bolas.
Depois de fazer as bolas, faz-se a têmpera do restante chocolate (derreter a 45 graus e depois arrefecer a 32 graus numa bancada com a ajuda de espátulas) . 
Cobrir as bolas com o chocolate derretido e com ajuda de um garfo, retirar o excesso da cobertura (bater o garfo no recipiente de forma a escorrer o excesso de chocolate). 
Por fim, envolver a bola em cacau em pó num tabuleiro.
Esperar um pouco para a cobertura enrijecer e estão prontos a comer.



Apesar de já saber a receita de cor gostava de a ter sempre  ao meu lado, pois foi ele que a escreveu enquanto eu a cozinhava pela primeira vez. Fazíamos muito esse ritual. Eu inventava novos pratos e ele, sentado na cozinha, ia escrevendo a receita. Para me lembrar do seu beijo provava sempre a ganache. A combinação de piri-piri e de chocolate faziam-me sempre recuar ao fim-de-semana passado. 

E assim se passaram os anos. Cada um tinha o seu trabalho. Parece estranho, mas nunca quisemos alterar a nossa rotina. Cada um amava o seu trabalho e não o queria abandonar. No fim-de-semana vivíamos um para o outro. Não havia mais nada nem ninguém que nos pudesse separar. 
Agora continuo o ritual das trufas picantes. Em frente à lareira relembro os momentos que passámos juntos e corto sempre a última trufa a meio. O doce e picante fazem-me relembrar o seu beijo doce e dá-me forças para continuar sabendo que um dia voltarei a estar ao seu lado.


Com esta receita participo no desafio Chocolate e Picante: Um desafio de receitas com histórias dentro.



domingo, novembro 13, 2011

Paté de atum temperado com Umeboshi

Fiquei incubida de fazer um paté de atum. Apesar de adorar paté de atum com maionese quis fazer uma coisa diferente. A receita de base foi retirada do livro da Vorwerk " Base - Bimby as receitas essenciais". Depois foi só acrescentar ingredientes e procedimentos :)


Ingredientes:
100 g de cebola
150 g de manteiga
3 ovos
3 latas de atum
sal q.b.
1 colher de sopa de oregãos 
1 malagueta agri-doce
2 colheres de chá de Umeboshi
pimenta moída na hora

Num tacho com água e sal, colocam-se os ovos no lume.
Quando ferver conta-se 10 minutos.
Passam-se os ovos por água fria e descasca-se. Reserva-se.
Pica-se a cebola e o ovo e escorre-se o líquido do atum.
A cebola picada vai ao lume com a manteiga (sem amolecer por completo a manteiga).
Juntam-se os ovos, o atum, a malagueta e tempera-se com Umeboshi, oregãos e pimenta moída na hora.
Com a varinha mágica, transforma-se a mistura numa papa.
E já está.
Pode-se acompanhar com tostas, pão, salada, massa... tudo o que se quiser.

thermomix/bimby
Num tacho com água e sal, colocam-se os ovos no lume.
Quando ferver conta-se 10 minutos.
Passam-se os ovos por água fria e descasca-se. Reserva-se.
No copo, pica-se a cebola 5 seg/vel 5.
Adiciona-se a manteiga e 2 min/50ºC/vel 1.
Juntam-se os ovos, o atum escorrido, a malagueta e tempera-se com oregãos, o Umeboshi e a pimenta.
Vai a picar 15 seg/vel 6.
E já está.
Pode-se acompanhar com tostas, pão, salada, massa... tudo o que se quiser.

Esta é uma malaqueta agri-doce. É uma mistura de picante e doce:)

domingo, outubro 30, 2011

Lentilhas picantes com batata doce

Mais uma combinação de doce e picante :)


Ingredientes:
2 alhos
1 cebola 
30 g pimento verde
50 g de azeite
1 malagueta
2 cenouras
100 g de polpa de tomate
sal q.b.
100 g de vinho branco
200 g de lentilhas 
400 g de água

Colocam-se as lentilhas em água durante 3 horas.
Descascam-se as batatas, os alhos, a cebola, o pimento, as cenouras.
Lavam-se as batatas e polvilham-se com sal.
Picam-se os alhos, a cebola, o pimento, a malagueta e a cenoura.
Num panela colocam-se o azeite, o pimento, a cebola e os alhos e vai a refogar.
De seguida, junta-se a cenoura e a malagueta.
Adiciona-se a polpa de tomate e tempera-se com sal e refoga-se durante uns minutos.
Junta-se o vinho branco.
Quando estiver a ferver, adicionam-se as lentilhas e a água e deixa-se ferver até estar espesso o molho.
À parte fazem-se as batatas doces (cozidas ou a vapor) até estarem prontas.


thermomix (bimby)
Colocam-se as lentilhas em água durante 3 horas.
Descasca-se a batata-doce. Lava-se e polvilha-se com sal.
Colocam-se os alhos, a cebola, o pimento e o azeite no copo e picam-se 5 seg/vel 5.
Refoga-se 5 min/Varoma/vel 1.
Junta-se a malagueta e a cenoura e 5 seg/vel 5
Adiciona-se a polpa de tomate e o sal e vai a refogar 5 min/Varoma/vel 1.
Junta-se o vinho e 2 min/Varoma/vel 1.
Colocam-se as lentilhas e a água no copo, a batata doce descascada na Varoma e programa-se 25 min/Varoma/vel 2.
Confira se as lentilhas e a batata-doce estão cozidas. Se necessário colocam-se mais uns minutos na temperatura Varoma.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Sumo de banana, laranja e pêra

Para começar o dia :)


Ingredientes:
1 pêra
1 banana
2 laranjas 
250 g de água
1 colher de chá de mel
4 cubos de gelo

Retiram-se as cascas das laranjas e os caroços da pêra.
Descasca-se a banana.
Juntam-se todos os ingredientes num copo misturador e bate-se até dissolver as frutas e formar espuma.

thermomix (bimby)
Retiram-se as cascas das laranjas e os caroços da pêra.
Descasca-se a banana.
Juntam-se todos os ingredientes no copo e programa-se 30 seg/vel 9.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Cogumelos recheados com figo e requeijão

Para acompanhar com uma salada...



Ingredientes:
300 g de cogumelos
1/4 de requeijão de Seia
1/2 chávena de caju torrado com sal
2 figos
oregãos q.b.
sal fino q.b.
pimenta moída na hora q.b.

Lavam-se os cogumelos e retiram-se os pés. Tempera-se com sal fino.
Cortam-se os figos e os pés dos cogumelos em pedaços pequenos.
Numa taça junta-se os pés dos cogumelos, o requeijão e os figos.  
Tempera-se com sal fino e pimenta moída na hora. Mistura-se com um garfo.
Esmaga-se os oregãos num almofariz e adiciona-se à mistura anterior.
Por fim, junta-se o caju partido em pedaços e mistura-se.
Recheiam-se os cogumelos com a mistura e vai ao forno, pré-aquecido a 180 graus, numa travessa.
Retira-se do forno quando o recheio estiver tostado.

segunda-feira, setembro 19, 2011

Cuscuz de frango, banana, requeijão e caju

Voltei...
Tivemos na segunda fase de férias. Desta vez fomos para o Sul. Praia, descanso, comida, família e amigos. Infelizmente quando voltei foi o meu estômago que resolveu entrar de férias, sem me consultar. Resumindo, dois dias em casa a dormir e a comer canja. Já me sentindo muito melhor e um pouco farta de comer canja resolvi aproveitar os restos do frango cozido para fazer este prato.


Ingredientes:
1 chávena de cuscuz
1/2 cebola
1 banana
1/2 chávena de café de tiras de tomate seco
1 peito de frango cozido
1 cenoura
1/4 de requeijão de Seia
50 g de caju
sal q.b.
açafrão da Índia q.b.
canela q.b.
pimenta moída q.b.
azeite q.b.
vinagre balsâmico q.b.

Corta-se a cebola e refoga-se numa panela (só um pouco de forma a não ficar mole). 
Junta-se o cuscuz e mexe-se.
Adiciona-se o sal, açafrão e uma pitada de canela. 
Junta-se 1 chávena de água a ferver e deixa-se repousar até o cuscuz estar pronto.
Deixa-se arrefecer.
Corta-se a banana e a cenoura em rodelas e coloca-se numa taça.
Adiciona-se o peito de frango cortado em pedaços pequenos, o tomate seco, o cuscuz e o requeijão. Mistura-se com um garfo.
Por fim, junta-se o caju partido grosseiramente.
Tempera-se com sal, pimenta, azeite e vinagre e já está.

Deve-se comer logo, pois o caju amolece. De preferência usem caju tostado :)

quarta-feira, agosto 24, 2011

Vegetais às camadas

A primeira parte das férias passaram-se: família, casa cheia e muita comida. As refeições tinham de ser divididas por três mesas e depois do jantar ainda faziam-se bolachas com as crianças ou crepes. Sempre que vamos para o Norte engordamos e ficamos saciados pelos momentos que passamos com a família. De regresso só nos apetece comida vegetariana e ontem não sabia o que fazer para o jantar.  Quando vi a receita de granitado de tomate do blog Gourmets Amadores pensei que seria uma boa ideia. No entanto a caminho das compras essa ideia foi trabalhada e assim nasceu este prato. Acompanhei com arroz integral e salada.


Ingredientes:
1 lata de grão (650 g)
1 tomate
1/2 caixa de cogumelos frescos
400 g de espinafres congelados
200 g de 4 queijos ralado (edam, maasdam, cheddar e queijo curado)
1 ovo
leite q.b.
sal q.b.
pimenta moída na hora


Escorre-se o grão e coloca-se numa taça com um pouco de leite. Tempera-se com sal e pimenta *.
Junta-se um pouco de leite e transforma-se em puré com uma varinha mágica.
Colocam-se os espinafres em água a ferver, com sal, até ficarem cozidos.
Escorre-se de forma a retirar o máximo da água.
Cortam-se os cogumelos ao meio e depois em fatias finas.
Num tabuleiro coloca-se metade do puré de grão e espalha-se de forma a ficar uma fina camada.
Cobre-se o puré de grão com uma camada de cogumelos (polvilhados com sal), espinafres e queijo.
Repete-se a camada de puré, cogumelos e espinafres.
Adicionam-se fatias finas de tomate (temperado com sal) e cobre-se com o restante do queijo.
Numa taça, bate-se um ovo com um pouco de leite, sal e pimenta.
Verte-se sobre a última camada de queijo.
Com um garfo fazem-se vários buracos ao longo de todo o tabuleiro.
Vai ao forno pré-aquecido a 150 graus até o queijo estar gratinado.
Serve-se bem quentinho :)


* Experimentem colocar coentros. Eu esqueci-me, mas deve ficar bom.




Hoje este foi o meu almoço e estava muito bom :)

Cool Mutations

Há já alguns anos começou a minha procura por vegetais que tiveram mutações. Sempre me fascinou as formas fora do normal. Aqui mostro-vos a minha colecção dos mutantes:









terça-feira, agosto 09, 2011

Pizza

Para mim o recheio de uma pizza é bastante personalizado e por isso aqui só dou uma sugestão de ingredientes. Nada melhor que experimentar e inventar novos recheios :)


Ingredientes:
1 chávena de água morna
1 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de azeite
3 chávenas de farinha tipo 65
1 colher de chá de fermento
milho doce
cogumelos frescos
atum 
queijo emmental ralado
lata de tomate em pedaços
alho
azeite
azeitonas
sal
pimenta moída na hora
oregãos

Coloca-se a água, o sal, o azeite, a farinha e o fermento na cuba da máquina de fazer pão.
Numa panela, leva-se a ferver o tomate com alho até reduzir um pouco o molho. Tempera-se a gosto.
Retira-se do lume, esmaga-se o tomate com a varinha mágica e deixa-se arrefecer.
Quando a massa estiver pronta coloca-se numa bancada polvilhada com farinha e amassa-se durante 2 minutos.
Reparte-se a massa e estende-se*.

Começa o processo criativo :)

Cobre-se a massa com tomate e tempera-se com os oregãos.
Coloca-se os cogumelos laminados por cima. Tempera-se com sal fino.
Coloca-se o atum, o milho, as azeitonas e o queijo.
Finaliza-se com uma boa camada de oregãos.
Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus.

A receita da massa foi retirada do livro Manual de Receitas de Pão de Vicki Smallwood.

* na receita original reparte-se em 4 partes para 4 pizzas circulares. Eu prefiro repartir em 2 partes e faço 2 pizzas rectangulares grandes.

segunda-feira, julho 25, 2011

Frango com coco e espinafres

Comprei um frango a pensar numa receita com espinafres. Quando cheguei a casa e vi um pacote de creme de coco soube logo que o tinha de o usar. Assim nasceu esta receita:


Ingredientes:
1 frango médio
750 g folhas de espinafres (eu usei congelados)
30 g de creme de coco em pó
sal q.b.
pimenta q.b.
vinho branco q.b.
200 ml  de natas

Corta-se o frango em pedaços e tempera-se com sal, pimenta e vinho branco.
Numa frigideira com azeite coloca-se o frango com a pele para baixo. 
Vira-se os pedaços de frango de modo a fritar dos dois lados.
Depois de fritar todo o frango, colocam-se os espinafres na mesma frigideira para aproveitar a gordura do frango. Tempera-se com sal e pimenta.
Coloca-se numa panela uma camada de frango, uma camada de espinafres e uma camada de creme de coco em pó. Repete-se de forma a ter várias camadas, terminando com o coco.
Tapa-se a panela e coloca-se em lume brando. 
Após 10 minutos, destapa-se para ir evaporando o excesso de água.
Assim que o frango tiver pronto, adiciona-se as natas e deixa-se um pouco ao lume.

segunda-feira, julho 04, 2011

Cebola com vinho do Porto

Há anos que faço esta cebola doce, mas nunca calhou colocar no blogue. Desta vez, quase que também não conseguia apresentá-la. Este pedaço teve de ser resgatado para a fotografia.


Ingredientes:
2 cebolas médias
azeite q.b.
40 g de açúcar amarelo
120 g de Vinho do Porto

Cortam-se as cebolas ao meio e depois em fatias finas.
Colocam-se numa frigideira a refogar com um fio de azeite*.
Assim que tiverem translúcidas, adiciona-se o açúcar e o vinho do Porto.
Deixa-se em lume brando  até evaporar um pouco o vinho do Porto**.
Acompanha-se quente com paté e tostas.

* Não coloquem uma grande quantidade de azeite. A ideia é a cebola assimilar o azeite, se não ficam as bolhas de gordura quando se junta o vinho do Porto.
** Não deve ficar totalmente evaporado, mas também a cebola não deve ficar a nadar no vinho do Porto.

sexta-feira, julho 01, 2011

Sementes de girassol com Umeboshi

Junho foi um mês horrível de trabalho e isso reflectiu-se no blogue. Assim, começo este mês cheia de ideias e com vontade de experimentar novas receitas.
A primeira vez que experimentei sementes com Vinagre de Ameixa (Umeboshi) fiquei logo rendida. Desconhecia completamente este vinagre e é delicioso. É só preciso ter-se cuidado quando se utiliza, pois é bastante salgado. Mas, os japoneses dizem que o Umeboshi tem propriedades medicinais :)


Ingredientes:
60 g de sementes (girassol, pevides, tudo o que quiserem experimentar)
3 colheres de chá de Umeboshi

Colocam-se as sementes numa frigideira em lume brando.
Assim que tiverem tostadas, adiciona-se o Umeboshi e mexe-se até este evaporar.
Serve-se quente.

Umeboshi vem de Ume que é uma ameixa japonesa (Prunus mume). As sementes com Umeboshi podem ser comidas simples ou usadas para acompanhar saladas. Atenção que são viciantes. 

domingo, junho 19, 2011

Pães de leite

Estava a passear um pouco pelos blogues de cozinha quando deparei-me com uma receita de pães de leite do blogue No Soup For You. Soube logo que a tinha de experimentar. O sabor ficou maravilhoso.


Ingredientes:
300 g de farinha
200 g de farinha Tipo 65
250 g de leite
80 g de manteiga
80 g de açúcar
5 g de fermento seco
sal q.b.
1 gema de ovo

Coloca-se na cuba da máquina os ingredientes pela seguinte ordem: leite, manteiga, açúcar, sal, farinhas e fermento.
Seleciona-se o programa "Massa". 
Quando terminar, coloca-se a massa numa bancada polvilhada com farinha e amassa-se durante 2 a 3 minutos.
Fazem-se bolas de 60 cm e colocam-se num tabuleiro por cima de um tapete de silicone.
Cobre-se com película transparente e deixa-se repousar, pelo menos 20 minutos.
Retira-se a película e pincela-se com a gema de ovo *.
Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus com uma taça de água a ferver.
Assim que estiverem cozidos retira-se do tabuleiro e deixa-se arrefecer (os primeiros tiveram muito pouco tempo a arrefecer, pois foram logo devorados).  



* na receita do No Soup for You pincela-se com ovo e leite.

sábado, maio 28, 2011

Rolo de chocolate

Por vezes, quando estou a folhear um livro de receitas, há receitas que berram para ser feitas. Estava a ver o livro "Manual de Receitas de Pão" de Vichi Smallwood e o Rolo de Chocolate foi uma delas.






Ingredientes:
1 chávena de leite morno
3 colheres de sopa de açúcar em pó *
1 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de manteiga
3 e 1/4 chávenas de farinha (tipo 65)
1 colher de chá de fermento
100 g de chocolate
1 ovo batido


Derrete-se a manteiga e deixa-se arrefecer.
Coloca-se os primeiros 6 ingredientes na cuba da máquina pela ordem em que são indicados.
Marca-se o programa "Massa".
Corta-se o chocolate em pedaços pequenos.
Coloca-se a massa numa bancada polvilhada com farinha e amassa-se durante 2 a 3 minutos.
Junta-se o chocolate até este ficar totalmente incorporado na massa.
Dá-se a forma de um rolo com as extremidades afuniladas.
Coloca-se a massa enrolada num tabuleiro, por cima de um tapete de silicone (ou untado com manteiga e polvilhado com farinha).
Cobre-se com película aderente e deixa-se repousar durante 45 minutos.
Quando tiver duplicado de volume, retira-se a película e pincela-se com ovo batido.
Vai ao forno, pré-aquecido a 100 graus, durante 25 minutos.
Assim que tiver dourado, coloca-se numa rede de metal e deixa-se arrefecer. 


* Se não tiver açúcar em pó pode-se fazer facilmente em casa. Coloca-se açúcar branco num 1 2 3 e já está :)

domingo, maio 22, 2011

Cheesecake de Nova Iorque com molho de morangos e vinho do Porto

Cada vez gosto mais de comer cheesecake e quando olhei para a receita de Marcus Wareing no livro "Cozinhar na Perfeição..." soube logo que a tinha de experimentar. É um cheesecake diferente de todos que já tinha comido e gostei bastante. O tempo de forno (1h30) é muito importante, mesmo que pareça já feito.

Ingredientes:
60 g de manteiga sem sal
135 g de bolachas digestivas 
500 g de queijo-creme gordo (temperatura ambiente) * 
200 g de açúcar
5 colheres de sopa de natas
30 g de farinha de milho
4 ovos grandes (usei XL)

Derrete-se a manteiga e deixa-se arrefecer.
Esmigalha-se as bolachas digestivas (eu utilizei um almofariz).
Mistura-se a manteiga com as bolachas esmigalhadas e coloca-se numa forma circular com fundo amovível**, pressionando bem de forma a ter uma camada uniforme.
Numa tigela, mistura-se o queijo-creme com o açúcar, as natas e a farinha de milho, com uma espátula de borracha.
Coloca-se nesta mistura os ovos, ligeiramente batidos, e bate-se na máquina até obter-se uma mistura uniforme.
Deita-se a mistura de queijo-creme sobre as bolachas. Alisa-se o recheio de forma a nivelar (para não crescer de forma irregular).
Coloca-se no forno, pré-aquecido a 100 graus, durante 1h30.

No livro, Marcus Wareing refere que por vezes serve este cheesecake com compota de mirtilo com um pouco de sumo de limão (para acentuar o sabor).  Eu acompanhei com um molho quente de morangos e vinho do Porto.

Molho de morangos e vinho do Porto:

Ingredientes:
10 morangos
1 cálice de vinho do Porto
3 colheres de sopa de açúcar amarelo
canela q.b.

Numa panela colocam-se os morangos cortados em fatias finas com o vinho do Porto, a canela e o açúcar amarelo.
Deixa-se ferver durante uns minutos até ficar consistente.
Serve-se quente.

* utilizei queijo-creme light (que era o que tinha) e resultou.
** forma de 20 cm de diâmetro. Eu usei uma de 17 cm e funcionou.

domingo, maio 15, 2011

Raviolis com azeite, pêra e sementes de girassol

Quem disse que um prato rápido não é saboroso?


Ingredientes:
1 cebola
1 pêra rocha
2 porções de raviolis frescos (eu usei de mozarella, ricotta e fiambre)
azeite q.b.
sementes de girassol q.b.
piri-piri moído q.b.
coentros q.b.
oregãos q.b.

Faz-se os raviolis de acordo com as instruções.
Numa frigideira, refoga-se a cebola.
Junta-se a pêra, cortada em pedaços, as sementes de girassol, o piri-piri e os oregãos.
Quando os raviolis estiverem prontos, retiram-se da água com uma escumadeira e colocam-se na frigideira, misturando-se assim com as pêras e o azeite e a cebola.
Colocam-se umas fatias de pêra, finas, no centro do prato e servem-se os raviolis em cima.
Decora-se com folhas de coentros.

domingo, maio 08, 2011

Pão cottage

Com esta receita começo uma nova rubrica no blog (máquina de pão). Há já algum tempo que temos uma máquina de pão, mas estava a ser muito pouco aproveitada. Na semana passada fomos passear para a feira do Livro (em que me tinha prometido que não comprava livros) e encontrámos por acaso o livro "Manual de receitas de Pão" de Vicki Smallwood. Resumindo, munidos deste novo livro começámos uma nova era de pôr a nossa máquina do pão a trabalhar :)






Ingredientes:
1 chávena de água morna
1 e 1/2 colher de chá de sal
3 e 1/4 chávenas de farinha branca para pão*
1 e 1/2 colher de chá de fermento seco


Colocam-se os ingredientes na máquina pela ordem dos ingredientes.
Marca-se o programa "Massa" e quando terminar coloca-se a massa numa bancada enfarinhada.
Amassa-se durante 2 a 3 minutos e separa-se 1/4 da massa.
Faz-se duas bolas e colocam-se num tabuleiro untado (o ideal é afastar um pouco as bolas, pois ainda vão crescer).
Cobre-se com película vegetal, sem apertar, e deixa-se repousar durante 20 minutos.
Depois coloca-se a bola mais pequena por cima da maior.
Pressiona-se o topo da massa com o dedo até atingir a bola maior.
Cobre-se, novamente, com película e deixa-se repousa mais 20 minutos.
Retira-se a película e coloca-se no forno pré-aquecido a 200 graus, durante 25 minutos (até estar dourado e estaladiço).


Esta receita é só amassada na máquina do pão, a cozedura é feita no forno. Para quem não tem máquina, poderá tentar fazê-la, mas aconselhava o uso de fermento de padeiro em vez do fermento seco. Experimentem fazer uma estampa (um círculo de farinha com os líquidos e o resto dos ingredientes no meio, fermento dissolvido no liquido) na bancada. Deixar levedar e depois seguir os passos como se


* eu usei a farinha Tipo 55, mas a 65 é a mais indicada.

segunda-feira, maio 02, 2011

Sopa de ervilhas e coco

Um dia comi uma sopa de ervilhas e coco no Go Natural e fiquei com curiosidade de experimentar. Assim nasceu esta receita:


Ingredientes:
1 cebola
1 kg de ervilhas congeladas
50 g de creme de coco em pó
água q.b.
sal q.b.
azeite q.b.
mistura de pimentas moída na hora

Refoga-se a cebola numa panela grande. Junta-se as ervilhas (sem descongelar).
Coloca-se água a ferver, até cobrir as ervilhas, e adiciona-se o creme de coco em pó.
Tempera-se com sal a gosto.
Deixa-se ferver até as ervilhas estarem cozidas.
Com a varinha mágica tritura-se tudo, adiciona-se a pimenta e rectifica-se o sal.
Nesta fase adiciona-se água a gosto para obter-se a consistência preferida da sopa.
Serve-se com pedaços de pão frito ou amêndoas laminadas.

Nota: esta sopa também poderá ser servida em copos pequenos como amuse bouche.

sexta-feira, abril 22, 2011

Boulgour de alho francês e queijo de cabra

Sempre que penso que vou ter um momento para descansar aparece mais trabalho e sou obrigada a adiar o meu descanso mais umas semanas. Felizmente, esta semana foi mais calma, no entanto começou com uma grande constipação, que já desapareceu,  e um acidente de carro, o qual não fui culpada. Assim, esta calma semana está a tornar-se num filme de telefonemas para resolver a situação. Solução: refugiei-me na cozinha e nasceu este prato.



Ingredientes:
250 g de tomate cherry 
3 alhos franceses
1 cebola média
1 chávena de boulgour
40 g de passas
1 queijo de cabra 
vinho branco q.b.
1 pitada de canela
1 pitada de açafrão das índias
pimenta
sal

Com uma faca afiada, faz-se cortes nos tomates em forma de cruz.
Coloca-se num tabuleiro e rega-se com um fio de azeite e tempera-se com sal fino.
Vai ao forno a 200 graus durante 20 minutos. Deixa-se arrefecer e corta-se  cada tomate em quatro.
Prepara-se o boulgour de acordo com as instruções do pacote.
Numa frigideira refoga-se a cebola (cortada ao meio e em rodelas) e o alho francês (cortado em rodelas).
Junta-se as passas e o vinho e tempera-se com um pouco de sal, canela e açafrão das índias. (Se for necessário junta-se um pouco de água quente até o alho francês estar pronto).
Adiciona-se o boulgour já pronto à mistura do alho francês.
Numa taça, junta-se tomate e o queijo de cabra cortado em cubos. Tempera-se com a pimenta moída na hora.
Adiciona-se o boulgour com o alho francês ao tomate.

Só recentemente é que experimentei boulgour e fiquei logo apaixonada. Experimentem :) 

domingo, março 27, 2011

Um desafio e uma homenagem à minha família!

Quando li o desafio do Cinco Quartos de Laranja e da RTP fiquei muito entusiasmada e resolvi fazer os Mexidos da minha avó, pois é uma sobremesa que está sempre presente em todos os Natais na nossa família. Apesar de nunca ter conhecido a minha avó, esta missão foi passada à minha mãe. Lembro-me que desde muito pequena passávamos a tarde, de 24,  a cortar as nozes, a pelar as amêndoas num convívio na cozinha. 
Como nasci nos anos 80 resolvi ligar às minhas tias e à  minha mãe na esperança de conseguir algumas recordações relacionadas com os preparativos da Ceia de Natal dos anos 60 e assim nasceu esta história.

Os meus avós maternos tiveram 6 filhos: dois rapazes e 4 raparigas. Escusado será dizer que havia sempre muita agitação por toda a casa. No entanto, a minha avó sempre foi uma pessoa muito calma e conseguia gerir a casa e ainda estar completamente apaixonada pelo meu avô. 
Nos anos 60, os preparativos do Natal começavam com a compra de um peru vivo na Praça de Santo António, 4 dias antes do Natal. Nessa altura, diversos homens levavam os seus perus e prendiam-nos com cordéis pelas patas na praça. A minha avó ia com a empregada para a ajudar trazer o peru vivo para casa. Este, mal chegava a casa, ia para marquise já preparada com jornais no chão. De seguida, a minha avó dava ao peru aguardente do Minho com jarro pequeno. Este cambaleava, pela marquise, até ter o seu fim e depois era depenado. No dia seguinte era colocado num alguidar com água, sal, limão e laranja e depois era pendurado nas torneiras do gás, por um cordel, onde passava a noite. Era recheado e só na manhã do dia 25 é que era colocado no forno para ser saboreado ao almoço. 
Os doces eram preparados no dia 24 e todos ajudavam. Uma das minhas tias ficava encarregue de fritar os sonhos e as fatias douradas; o meu avô abria as nozes (colocava duas nozes na mão e partia-as), o meu tio partia as amêndoas que depois eram escaldadas e todos ajudavam a tirar a pele e a minha avó ia fazendo várias sobremesas ao mesmo tempo que  coordenava tudo.
No jantar de 24 só se comia bacalhau e depois os meus avós e tios iam à missa do Galo. Só quando voltavam da missa é que comiam os doces: farófias, mexidos, sonhos, fatias douradas e também pãezinhos de leite com fiambre a acompanhar com uma garrafa de champanhe.
Agora o Natal é diferente, mas a comida é a mesma, especialmente os Mexidos que têm um lugar muito especial. Assim em homenagem à minha família e a todos os momentos que nos juntamos em torno da comida, resolvi fazer os famosos Mexidos da minha avó para este desafio. 




Ingredientes:
250 g de pão
250 g de açúcar
1 litro de leite
1 colher de sopa de manteiga
raspa de 1 limão
6 gemas
1 cálice de vinho do Porto
nozes
pinhões
passas
amêndoas


Corta-se o pão em pedaços.
Ferve-se o leite e verte-se sobre o pão tapando-se, de seguida, durante uns minutos.
Mexe-se com uma colher e de seguida desfaz-se com a varinha mágica.
Junta-se o açúcar, a manteiga, a raspa de limão e as gemas.
Vai ao lume, brando, e deixa-se a ferver durante 5 minutos, mexendo sempre.
Retira-se do lume e mistura-se o vinho do Porto e os frutos secos picados grosseiramente.
Coloca-se em taças de vidro polvilhadas com canela.


P.S. Na altura a minha avó não usava varinha mágica e desfazia os mexidos com uma colher de pau e depois passava num coador.